quarta-feira, 11 de maio de 2011

Entrevista: Luan Santana promete carreira internacional "Num futuro próximo"

No Rodeio de Jaguariúna, Luan fala sobre o próximo CD e os quitutes que não podem faltar em seu camarim.

No último sábado, o cantor Luan Santana se apresentou para um público de cerca de 30 mil pessoas no 'Rodeio de Jaguariúna', interior de São Paulo. Supersimpático e cheio de energia, Luan provocou histeria e lágrimas do começo ao fim do show e, entre fogos de artifício e chuvas de coração, comentou sobre a responsabilidade de cantar para o público de um evento tão respeitado.

Pouco antes de subir ao palco para fazer o público entoar, em uníssono, sucessos como "Minha boca você não beija mais", Luan conversou com o iG Jovem sobre carreira internacional, inspiração e comida. Veja a entrevista:

Qual o próximo passo de sua carreira após o lançamento do DVD?

A gente só esta esperando as músicas desse DVD fazerem mais efeito. Mas já começamos com o pé direito, "Um Beijo" e "Amar não é pecado" estão em primeiro e segundo lugar nas rádios do Brasil, as duas músicas mais tocadas no país são minhas. Acho que qualquer artista daria tudo para estar no meu lugar, então estou muito feliz com o que está acontecendo comigo, e a gente tá pensando em carreira internacional num futuro próximo.

Em Jaguariúna, Luan encantou um público de 30 mil pessoas

E como vai ser?

Vou pegar as melhores músicas desse CD e do anterior e gravar em espanhol para tentar o mercado latino, que é o primeiro passo.

Que artista inspira a sua carreira?

Sempre fui fã de Zezé e Luciano, desde que nasci. Eles estouraram no ano que eu nasci com “É o amor” e a minha vida inteira vi o crescimento do Zezé. Então me espelho não só musicalmente, mas na história de vida também.

Durante o show, o cantor puxa a fã mais animada para dançar

Cantar em rodeio te deixa mais à vontade e “em casa” ou te faz sentir mais pressionado?

Acho que é uma energia diferente, não tem essa coisa de ser melhor ou pior. A maioria dos shows que a gente faz é em rodeio, em exposição... Só que Jaguariúna já tem um peso natural. A gente quer fazer o melhor show, dar o melhor de si e Jaguariúna é muito grande, tem muita gente, então a ansiedade com certeza vai a mil.

Com tanto sucesso, como você mantém a cabeça no lugar?

Não fico encanado com essas coisas, não questiono muito. Acho que minha criação me permite manter os pés no chão, sempre tentando vencer, porque é uma guerra que a gente tem que vencer a cada dia, e a gente só depende dos fãs. Se os fãs estiverem do nosso lado, a gente sempre tá bem.

Luan falou sobre a responsabilidade de cantar no Rodeio de Jaguariúna

Você já cantou com artistas de peso como Ivete Sangalo. Tem mais alguma parceria em vista?

Em vista não, mas tenho muita vontade de cantar com o Roberto Carlos.

E o que não pode faltar no seu camarim?

Uva passa, frango assado e salada.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Luan Santana: "Quero casar com todas as minhas fãs"

Do lado de fora do camarim, um grupo de cinco meninas em torno dos 15 anos, aparenta euforia e desespero. "Moço, deixa eu entrar com você, por favor. Preciso muito", diz uma delas. Lá dentro está o motivo de tanta comoção. Luan Santana está a menos de trinta minutos de subir no palco do Citibank Hall, na Barra, quando recebe a reportagem do iG.

Está cercado de assessora, empresário, familiares e amigos. O jovem de 20 anos, nascido em Campo Grande MS, não aparenta nervosismo. Nem mesmo quando é comunicado de que a casa de espetáculos está com a capacidade máxima e todos os ingressos vendidos. São 8.500 pessoas, a maioria jovem, como as meninas do outro lado da porta, à sua espera.

Luan é, atualmente, um dos artistas que mais vende discos no País, o sertanejo com mais seguidores no Twitter quase 450 mil e o cantor brasileiro mais tocado nas rádios no último mês. O barulho desse sucesso é ouvido lá de dentro do camarim, a mais de 300 metros do palco. Gritos ininterruptos das fãs. Após posar para as fotos que ilustram esta matéria, Luan se dirige ao palco. As fãs que se encontravam no corredor já haviam sido retiradas.

Na conversa a seguir, Luan revela um pouco o que pensa e como vive. Diz que leu recentemente o livro "A Menina que Roubava Livros" e viu o filme "Homens de Honra". Completou o Ensino Médio, mas não pretende fazer faculdade. Nas horas vagas, gosta de jogar futebol e de pescar em Londrina PR, onde mora com a família. E comenta pela primeira vez os perfis falsos que surgem nas redes sociais da internet, a força da música sertaneja entre os jovens e de como espera estar daqui a dez anos. "Casado com todas as minhas fãs", brinca ele.
 
A música sertaneja passa por uma tendência de renovação entre os jovens. A que se deve este interesse?
 
Fico muito feliz, acima de tudo, pelo que está acontecendo com a música sertaneja. As pessoas estão mais receptivas ao trabalho desse tipo de música. Estamos cantando em lugares que não entrávamos nem a pau.
 
Era um preconceito? Como você explica o fim deste "bloqueio"?
 
É um sertanejo novo. No nosso caso, ajuda o fato de eu ter 19 anos. Isso me faz atingir um público variado, das criancinhas ao pessoal de mais idade. Pode ver, nos shows tem de tudo.
 
Uma prerrogativa da música sertaneja é cantar a "dor de cotovelo", uma traição amorosa. Apesar de ter apenas 19 anos, você já sofreu por amor?
 
Quem nunca passou por uma experiência dessa? Todo mundo passa por decepção. Quem vive isso recorre às letras sertanejas. Mas olha, a música mudou muito. E isso talvez tenha a ver com o crescente público jovem. Temos feito músicas mais alegres, para cima também. É assim: 'Se você não me quer, então vaza'. É uma linguagem nova.
 
Quando e por que você começou a se interessar por este gênero musical?
 
Cara, comecei a cantar aos três anos. Meus pais sempre foram apaixonados por música sertaneja em casa. Isso me influenciou. Desde que eu nasci, gosto de música. Cresci ouvindo isso, não tinha como não gostar.
 
Estava preparado para tanto assédio?
 
É muito legal saber que estou esgotando os ingressos por onde quer que eu vá. Adoro este assédio e, claro, adoro os shows lotados. É sinal de que estamos fazendo as coisas certas. Que continuem vindo me ver cantar.
 
Como é sua relação com a internet?
 
É muito importante desde o começo da carreira para espalhar minha música pelo Brasil, via Twitter, YouTube, a todos os lugares. Hoje, pela falta de tempo, só uso a internet para manter contato com os fã-clubes.

Há duas semanas, o comediante Bruno Mazzeo te chamou de "a versão vesga de Wagner Moura" no Twitter. Vários fãs protestaram. Isso te chateou?
 
Olha para mim (ele abre bem os olhos). Sou vesgo? Então não!
 
Volta e meia surge um perfil falso na internet usando seu nome. Como lida com isso?
 
No começo me irritava mais, me assustava com isso. Mas meu Twitter oficial tem muita gente, são mais de 400 mil seguidores. Qualquer um que queira saber do Luan de verdade está lá, o resto é imitação.
 
Há algumas semanas, surgiu na internet um suposto diálogo picante que você teria tido com um rapaz em um chat de bate-papo. Isso é verdade?
 
Vou te falar... Não tenho nem programa de bate-papo no computador. Se quiserem falar comigo, só pelo site oficial ou via Twitter. Não tenho outro meio de me comunicar com ninguém. Não tenho nem Orkut.
 
Você parece ser bastante vaidoso, tem o cabelo milimetricamente desarrumado. Alguém cuida do seu visual?
 
[risos] Geralmente eu me arrumo sozinho mesmo. Gosto de estar no estilo, de estar bem arrumado. Não fico me olhando o tempo todo no espelho, mas gosto de me sentir confortável.
 
As fãs querem saber: está namorando?
 
Não. Estou solteiro, solteiro.
 
Lá fora tem mais de sete mil fãs histéricas chamando pelo seu nome. Qual é a chance de você ficar com uma delas?
 
Eu já fiquei com fã, mas nunca namorei. Depende da pessoa. Não é porque é fã que eu vou deixar de conhecer. Para me conquistar tem que entender meu trabalho, saber que minha vida é uma loucura, não paro.
 
Como espera estar daqui a dez anos?
 
Quero continuar tocando e cantando cada vez mais, levando a música sertaneja para a galera. E casado com todas as minhas fãs [risos].